sexta-feira, 29 de junho de 2012

Pra vida inteira



















Sempre disse que não gostava de gente grudenta. 
A verdade é q eu nao gosto de grude de gente que eu não amo!
Pessoas que eu gosto podem grudar em mim 24 horas por 
dia,que eu não me importo e nem vejo o tempo passar .
A presença das pessoas que amamos nunca trazem sufoco, 
o amor nunca é visto como excessivo, e quanto mais damos, 
mais queremos recebe-lo, como se sempre quisemos um 
pouquinho mais.
Assim me sinto em relação as pessoas que eu amo,vontade 
de abraçar,e não largar mais.


Um abraço pra vida inteira.



sexta-feira, 8 de junho de 2012

O DIA "D"




O DIA "D"

Com a aproximação do dia dos namorados, as declarações de amor se multiplicam feito Gremilins (filme da década de 90 que me fez rir horrores com aqueles bichinhos orelhudos e fofos que na verdade não passavam de umas "pragas" quando alguém jogava água neles) por meio desta ferramenta de descobrimento de pessoas até então separadas por milhas e milhas distantes (caramba estou saudosista hoje...)e que procuraram e encontraram pessoas que fazem a diferença na vida delas, incluindo até um grande amor.

Mas como tudo na vida tem seus dois lados, coitados dos solteiros que andam desesperados por um "cobertor de orelha" nesse frio "de renguear cusco", apelando inclusive (claro, por brincadeira, antes que alguém venha me criticar, pois sempre tem um...)para postagens do tipo "ALUGO-ME PARA O DIA DOS NAMORADOS" hehehe...
Chegam a dizer que o frio e o dia "d" é bullying!
Mas eu concordo sim com essa "bulinação" em partes.

Engana-se quem pensa que estar namorando é deixar de estar solteiro.
Legalmente se é solteiro quando se casa, certo?
Então, continuo solteiro!
E tô curtindo cada instante como se fosse a primeira vez!

Meus queridos, não tô aqui para dizer quem está certo ou errado.
Apenas quero lhes dizer que dia dos namorados é todo o dia, na moral foi só uma data criada pelo sistema capitalista de consumo em massa (do qual TODOS fazemos parte sem exceção inclusive eu) para aumentar as vendas.
Presentes podemos dar todos os dias.

E o melhor de todos eles disparadamente, é poder olhar no fundo dos olhos da pessoa amada, encher os pulmões de ar e bradar em alto e bom som a mais linda frase que traduz o que se sente por aquela pessoa tão especial em nossas vidas...

PRECISO DIZER MAIS ALGUMA COISA?

sábado, 2 de junho de 2012






















O Corvo

(tradução de Fernando Pessoa)
      Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
      Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
      E já quase adormecia, ouvi o que parecia
      O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
      "Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
           É só isto, e nada mais."
  
        
      Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
      E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
      Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
      P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
      Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
           Mas sem nome aqui jamais! 
       
      Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
      Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
      Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
      "É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
      Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
           É só isto, e nada mais". 
   
      E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
      "Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
      Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
      Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
      Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
           Noite, noite e nada mais. 
      
      A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
      Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
      Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
      E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
      Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais. 
           Isso só e nada mais. 
      
      Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
      Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
      "Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
      Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
      Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
           "É o vento, e nada mais." 
     
      Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
      Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
      Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
      Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
      Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
           Foi, pousou, e nada mais. 
     
      E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
      Com o solene decoro de seus ares rituais.
      "Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
      Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
      Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
           Disse o corvo, "Nunca mais". 
   
      Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
      Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
      Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
      Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
      Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
           Com o nome "Nunca mais". 
  
      Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
      Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
      Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
      Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
      Todos - todos já se foram. Amanhão também te vais".
           Disse o corvo, "Nunca mais". 
   
      A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
      "Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
      Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
      Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
      E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
           Era este "Nunca mais". 
 
      Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
      Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
      E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
      Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
      Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
           Com aquele "Nunca mais". 
     
      Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
      À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
      Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
      No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
      Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
           Reclinar-se-á nunca mais! 
    
      Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
      Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
      "Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
      O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
      O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
           Disse o corvo, "Nunca mais". 
   
      "Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
      Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
      A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
      A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
      Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
           Disse o corvo, "Nunca mais". 
        
      "Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
      Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
      Dize a esta alma entristecida se no Édem de outra vida
      Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
      Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
           Disse o corvo, "Nunca mais".
        
      "Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
      Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
      Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
      Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
      Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
           Disse o corvo, "Nunca mais". 
     
      E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
      No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
      Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
      E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
           Libertar-se-á... nunca mais! 

Definição sobre o amor



Uma breve definição do amor...

"Ah, o amor, essa raposa..." 
(Arnaldo Jabor, Crônica sobre o amor)

Palavra de 4 letras que possui vários significados e traduções.
Pode ser do tipo platônico.
Arrebatador, dominante, te faz perder a noção de tempo, espaço e direção.
O problema é quando esse amor acaba ou não é correspondido.
A dor invade o teu ser e tu mal sabes quando vai te curar.
Enganam-se aqueles que acreditam que a cura de um amor não correspondido está em um novo amor.
Primeira regra básica, fundamental e explícita: AME-SE ACIMA DE TUDO!
Não deixe se abater por não estar amando ou por estar sozinho.
Cada um de nós, independente de mérito ou de atos na vida, temos sim o direito de amar e sermos amados.
Mas é claro, nunca se esqueça que o mito da pessoa perfeita ainda prevalece.
Como diria o parapsicólogo Pe. Quevedo (alguém sabe se ele ainda está vivo? hehe), independente de dogma ou orientação religiosa, "essas coisas non ecxistem".
O que existe meus queridos, e é palpável e tão certo quanto aquela velha equação que se aprende desde as séries iniciais, que dois e dois são quatro.
Pessoa perfeita não existe, isso é fato e tenho dito.
O que existe mesmo é aquela pessoa que mesmo sabendo que tu é cheio de manias, cismas, traumas, nóias, enfim, te aceita do jeito que tu é e fim de papo.
Não estou aqui para julgar ninguém, mas são coisas que o tempo nos mostra e que se cada um de nós fazer a sua parte, o mundo vai ser um lugar melhor para se viver.
Não adianta nada esperar que a solução para seus problemas caia do céu ou que tu esteja "á espera de um milagre".
Se quiser amar, ame!
Se não for correspondido, levante a cabeça e siga em frente!
Afinal, um dia, quando for da vontade de qualquer denominação que tu deres ao Deus Todo-Poderoso, com certeza vai aparecer uma pessoa que vai te aceitar como tu veio ao mundo e se tu tiveres um pouco de paciência, pare de procurar se já sofreste por amores não correspondidos.
Pense nisto, e verás que com toda a certeza, o amor vai fazer morada em ti e tu vai te sentir leve como uma pluma e irás alçar um vôo tão lindo, supremo e constante como o de uma águia a se perder no horizonte, porém mantenha seus pés no chão e vá com calma... afinal, tu não vais querer perder algo tão precioso que demoraste tanto tempo para conquistar não é mesmo?

E SEJA MUITO FELIZ!